300 PESSOAS NA FILA PARA COMPRAR GÁS EM MS

Cerca de 300 pessoas formaram uma fila para comprar gás de cozinha, em uma revenda em Cassilândia, a 419 km de Campo Grande. Os moradores ficaram sabendo que um carregamento estava a caminho e entraram na fila antes mesmo do caminhão chegar.

Fila “dobrou” o quarteirão (Foto: Divulgação / Arquivo pessoal) Fila “dobrou” o quarteirão (Foto: Divulgação / Arquivo pessoal)

Quem esperou por mais de 2 horas conseguiu comprar pelo menos um dos 500 botijões da revenda, 60 vendidos para a prefeitura, e o restante para a população.

O interior de Mato Grosso do Sul começou a receber os primeiros carregamentos de gás nesta sexta-feira (1), após o estado inteiro ficar totalmente desabastecido. O primeiro carregamento do produto, após a paralisação, chegou em Campo Grande na quinta-feira (31). Foram 30 toneladas de gás, distribuídos em 2 grandes carretas.

“Ficamos de braços cruzados, não tínhamos o que fazer por conta do protesto, quando os caminhões foram liberados nas estradas, foi um grande alívio para todos nós” disse Vilson de Lima, presidente do Sindicato de Gás de Mato Grosso do Sul.

Por conta da greve, os caminhões que transportam gás ficaram bloqueados nas estradas, impedidos de fazerem as entregas. A situação gerou falta do produto, e segundo o sindicato, na quarta-feira (30), as 5.600 revendas do estado ficaram “zeradas”.

Sem gás de cozinha muitos consumidores tiveram que encontrar soluções alternativas. O dono de uma hamburgueria, no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, trouxe gás de casa para manter o negócio aberto. “Tive que trazer para cá, o comércio é prioridade, meu sócio trouxe o gás dele, estou vendo com amigos para a gente não ficar sem abrir” disse Wanderson Arruda , dono da hamburgueria.

O primeiro carregamento após a greve foi considerado pequeno diante da demanda, representa apenas 14% do consumo diário do estado, que é de 16 mil botijões. As distribuidoras esperam receber novas cargas nas próximas horas, porém, a situação só deve ser normalizada entre 7 e 10 dias, de acordo com o sindicato da categoria.

O sindicato ainda afirma que a greve dos petroleiros não deve trazer novos problemas de distribuição e que o valor do botijão de gás não irá sofrer alteração nos próximos dias. As empresas ligadas ao setor no estado calculam um prejuízo de mais de R$ 1 milhão por conta da paralização dos caminhoneiros.

Fonte:Treslagoasnoar

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